COMPETIÇÕES

Giro Esportivo: O tropeço do Tottenham em casa

O “The Hoddle of Coffee” desta quinta-feira amanhece com aquele clima pesado que o torcedor já conhece muito bem. A bola rolou solta no Tottenham Hotspur Stadium na manhã do dia 19 de outubro de 2025, e o resultado final de 2 a 1 a favor do Aston Villa foi um verdadeiro banho de água fria. O time londrino até tentou ditar o ritmo da partida e terminou com uma leve superioridade na posse de bola, registrando 52,6%. Essa estatística, contudo, de nada adiantou contra a eficiência dos visitantes em uma segunda etapa eletrizante, cheia de reviravoltas e lances ríspidos.

Um segundo tempo de pura tensão

O placar marcava 1 a 1 quando o árbitro apitou o início da reta final. Logo nos primeiros instantes, o jogo precisou ser paralisado para o atendimento médico de Lucas Digne, do Villa, que acabou sendo substituído mais tarde por Ian Maatsen. Com a bola rolando novamente, o Tottenham partiu para o ataque. Wilson Odobert teve uma finalização bloqueada logo aos 8 minutos, enquanto João Palhinha assustou com um chute de fora da área na sequência, após receber um passe de Xavi Simons. Do outro lado, o Aston Villa não ficava apenas recuado e respondia rapidamente. Donyell Malen desperdiçou uma ótima chance pela esquerda da área. O confronto ficou extremamente físico, com faltas parando as jogadas a todo momento. Kevin Danso acabou levando um cartão amarelo aos 22 minutos após uma entrada perigosa em Mohammed Kudus, evidenciando a tensão que tomava conta do gramado.

O golpe de Buendía e a pressão sufocante

Os técnicos começaram a mexer em seus tabuleiros de xadrez e o banco de reservas decidiu a partida. O Aston Villa mandou a campo nomes como Ollie Watkins, Ross Barkley e Emiliano Buendía. A alteração surtiu um efeito devastador. Aos 32 minutos, Buendía calou o estádio ao receber a bola fora da área e acertar um belo chute de pé esquerdo, garantindo o gol da virada para os visitantes.

Desesperado, o Tottenham lançou mão de Richarlison, Lucas Bergvall, Randal Kolo Muani, Pape Matar Sarr e Brennan Johnson. A pressão da equipe da casa nos sete minutos de acréscimo foi absoluta, transformando os minutos finais em um ataque contra defesa. Kolo Muani perdeu uma oportunidade inacreditável de empatar após uma cobrança de escanteio no meio da área, e Johnson também falhou na hora do arremate poucos minutos depois. A defesa do Villa precisou segurar as pontas, aproveitando a inteligência de sua linha defensiva que deixou jogadores como Sarr, Bergvall e Rodrigo Bentancur em posição de impedimento diversas vezes. O apito final confirmou a dolorosa derrota londrina diante de seus torcedores.

Do gramado para o gelo

É quase difícil de acreditar, mudando completamente de ares e de temperatura no nosso boletim de hoje, que já estamos nos aproximando do fim dos Jogos Olímpicos de Inverno. Se o futebol na Inglaterra trouxe frustração para uns e festa para outros, a quarta-feira de competições entregou uma dose absurda de drama no hóquei. Em duas partidas de tirar o fôlego, tanto a seleção do Canadá quanto a dos Estados Unidos flertaram com a eliminação, mas conseguiram sobreviver na prorrogação, garantindo vitórias suadas que vão ficar marcadas na história do torneio.

A dinastia imbatível de Klaebo

Apesar da emoção nos rinques de patinação, o dono absoluto dessas Olimpíadas atende pelo nome de Johannes Hoesflot Klaebo. O domínio desse norueguês no esqui cross-country simplesmente beira o surreal. Ele acaba de faturar sua quinta medalha de ouro somente nos jogos deste ano, alcançando a marca histórica de 10 ouros no total. Trata-se de um novo recorde inquestionável para as Olimpíadas de Inverno.

Klaebo já tinha quebrado a internet e virado o assunto do momento no começo da competição por conta daquela escalada impressionante e quase desumana na prova de sprint individual. Usando essa mesma explosão física assustadora, ele puxou toda a equipe da Noruega para o topo do pódio no sprint por equipes masculino na quarta-feira, superando justamente os americanos no processo. A hegemonia do país nórdico é tão desproporcional que quatro dos cinco maiores medalhistas de todos os tempos dos Jogos de Inverno são noruegueses, sendo três deles especialistas justamente no esqui cross-country. Um espetáculo impressionante de soberania na neve.